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Voleibol Sentado

September 10, 2016

 

 

21ª modalidade: voleibol Sentado

 
O Voleibol para atletas com deficiência entrou nos Jogos Paraolímpicos como desporto de "demonstração" para amputados em 1976, em Toronto, no Canadá. 


 Caraterísticas


Apesar de este ter muitas semelhanças com o voleibol convencional, também possui várias diferenças, sendo que a maioria delas surgiu devido as limitações físicas dos praticantes. É dividido por sets, sendo á melhor de cinco, por isso quem ganhar dinheiro 3 sets ganha a partida. Em cada set têm que marcar 25 pontos e tem de haver uma diferença de dois pontos para que alguma das equipas conquiste o set. Se no final ficar 2×2 em sets, vai ser feito um ultimo set chamado de tie break, que é em tudo igual aos outros, mas este acaba aos 15 pontos. Cada equipa é composta por 12 jogadores, sendo que apenas 6 estão em campo, divididos pelos jogadores que estão ao ataque, os que estão na defesa e o libero. 


Voleibol sentado 


No voleibol Paraolímpico sentado, a rede tem cerca de 1,15 metro de altura (masculino) e 1,05 (feminino), e o campo tem 10 x 6 metros, com uma linha de ataque de 2 metros. É permitido aos jogadores bloquear os serviços. No voleibol sentado, competem atletas amputados, principalmente de membros inferiores (muitos são vítimas de acidentes de trânsito) e pessoas com outros tipos de deficiência locomotora (sequelas de poliomielite, por exemplo). A quadra se divide em zonas de ataque e defesa. É permitido o contato das pernas de jogadores de um time com os do outro, porém as mesmas não podem atrapalhar o jogo do adversário. O contato com o chão deve ser mantido em toda e qualquer ação, sendo permitido perdê-lo somente nos deslocamentos. Cada jogo é decidido em melhor de cinco sets, vencendo o time que marcar 25 pontos no set. Em caso de empate, ganha o primeiro que abrir dois pontos de vantagem. Há ainda o tie break de 15 pontos. O voleibol paraolímpico é organizado internacionalmente pela Organização Mundial de Voleibol para Deficientes (WOVD). No Brasil, a modalidade é administrada pela Associação Brasileira de Voleibol paraolímpico (ABVP). O sistema de classificação funcional do voleibol é dividido, portanto, entre amputados e les autres. Para amputados, são nove classes básicas baseadas nos seguintes códigos: 


• AK – Acima ou através da articulação do joelho (above knee)

• BK – Abaixo do joelho, mas através ou acima da articulação táluscalcanear (below knee)

• AE – Acima ou através da articulação do cotovelo (above elbow)

• BE – Abaixo do cotovelo, mas através ou acima da articulação do pulso (below elbow)

• Classe A1 = Duplo AK

• Classe A2 = AK Simples

• Classe A3 = Duplo BK 
• Classe A4 = BK Simples

• Classe A5 = Duplo AE

• Classe A6 = AE Simples

• Classe A7 = Duplo BE

• Classe A8 = BE Simples

• Classe A9 = Amputações combinadas de membros inferiores e superiores.

 

Texto completo aqui  


Regras


Aqui não vamos falar tanto nas regras todas, mas sim das que são diferentes do voleibol tradicional e assim as outras regras você já associa como sendo as mesmas. A quadra é mais pequena que a comum, tendo de medidas 10 metros de comprimento por 6 de largura. As linhas de ataque estão a 2 metros do centro do campo. A rede tem 6,50 a 7 metros de comprimento e 0,80 metros de largura, ficando ela a 1,15 metros do chão para os homens e a 1,05 metros para as mulheres. 


Dos 12 jogadores da equipe, só pode haver no máximo dois que tenham “inabilidade mínima” e apenas um pode estar a jogar dentro do campo. Enquanto no voleibol convencional a posição do jogador é marcada pelos seus pés, aqui é pelos glúteos dos jogadores, podendo eles ter as pernas ou braços em outras zonas. Durante o serviço, qualquer jogador do ataque pode tocar na bola e interferir na trajetória do serviço se esta tiver acima da altura da rede. Os atacantes da equipa adversária também podem bloquear o serviço, coisa que é considerada falta no voleibol normal. 


Juízes 


Em cada partida existem 2 árbitros que vigiam todas as jogadas e vêem se existe alguma irregularidade, 2 auxiliares que estão cada um numa das extremidades do campo e ficam mais atentos ás linhas e se a bola cai ou não dentro do campo e ainda existem 2 marcadores que estão na mesa a assinalar a pontuação do jogo. 
 

Foto aqui 


Atleta 


Prometida ao vôlei profissional desde muito nova, Janaína Petit Cunha é exemplo de superação. Com passagens pelas categorias de base do São Caetano, Londrina e Pinheiros, seleção brasileira e no auge da empolgação por ter sido campeã do Sul-Americano e obtido o quarto lugar no mundial juvenil, ela viu o sonho da carreira como jogadora se distanciar da realidade. 
Parecia um dia comum, sem muitas surpresas. Em plenos 18 anos e com uma vontade imensa de conquistar seu espaço no mercado desportivo, Jana, como é carinhosamente chamada pelos amigos, estava a caminho do clube paulista 


Pinheiros para mais uma manhã de treinos, quando foi atropelada por um ônibus. Ela achava que o mundo do esporte tinha acabado para ela, pois foram dois longos meses de internação, várias cirurgias e anos de uma frustração sem fim. Devido ao acidente, ela sofreu grande perda de massa muscular e teve que fazer enxertia quase completa em uma das pernas. Mesmo após o período de recuperação, ela não conseguiu readquirir a resistência suficiente para voltar às quadras do vôlei tradicional efetivamente. 


Três anos depois os contatos passaram a ser mais frequentes e foi um representante do clube de Suzano, interior de São Paulo, que a convidou para conhecer o esporte e como era a estrutura. Em um treino sem compromisso, ela ficou por duas semanas, disputou o Brasileiro e nunca mais parou. 
Janaina permaneceu em Suzano e depois contratada pelo Sesi. Pouco depois, foi convocada pela seleção brasileira, tornou-se capitã do grupo, é considerada uma dos paratletas de maior destaque do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e, no ano passado, foi eleita a melhor atleta do ano na modalidade voleibol sentado. Ela esteve na primeira vez em que uma seleção feminina de vôlei sentado disputou uma Paralimpíadas em Londres. O Brasil ficou na quinta colocação e promete ser, segundo o CPB, um forte candidato ao pódio na edição de 2016, no Rio de Janeiro. 


A atacante brasileira foi mais uma vez convocada para a seleção e iniciou a série de treinamentos com a delegação em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.  Em outubro elas disputam o Pré-Mundial, em Oklahoma. 


OBS: vocês já imaginaram o Serginho (líbero do vôlei masculino do Brasil) jogando vôlei sentado? vejam aqui 
Texto completo aqui  


Parabéns aos Paralímpicos!!!! 


ANA BRACARENSE PCD 

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