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Pressão Psicológica no trabalho com PcDs

December 7, 2017

 

 

 

Muitas PcDs sofrem pressão psicológica. E quando essa pressão é voltada somente para PcDs dentro da empresa, há uma conotação pejorativa, no intuito de pressionar para que ela desista e saia do trabalho. Isso é um péssimo negócio para quem emprega, pois deixa um rastro evidente, que facilmente pode ser transportado para uma instrução processual através de testemunhas, e-mails, gravações de voz dentre outros.

 

Essa pressão psicológica pode vir tanto do seu chefe/gestor quanto dos funcionários que trabalham juntamente com PcDs. O chefe/gestor tem o poder de direção sobre todos os funcionários, inclusive de PcDs, e estas devem ser subordinadas àquele, obedecendo suas ordens, cumprindo o contrato de trabalho. Ocorre que a competitividade do mercado atual faz com que exista, por muitas vezes, uma cobrança excessiva sobre os funcionários PcDs de uma empresa, exigindo metas impossíveis de se atingir. E, quando essas metas não são atingidas pelas PcDs, a primeiro coisa que o chefe/gestor faz é isolar a PcD (para trabalhar sozinha e não fazer sua equipe cair de rendimento); ou então é a demissão dessa PcD.

 

A pressão por metas inatingíveis ou proibições sem razão podem se traduzir no chamado assédio moral. Assédio moral é a exposição dos funcionários PcDs a situações humilhantes e constrangedoras, que se prolongam no decorrer de seu trabalho. O assédio moral pode acarretar um sentimento de desestabilização, humilhação e de diminuição em relação aos outros funcionários de trabalho que não são PcDs, levando a vítima a não suportar mais a situação e abandonar seu trabalho.

 

As PcDs e não PcDs não podem de forma alguma aceitar esse tipo de assédio dentro das empresas. Se a PcD sofrer assédio moral no trabalho pode pedir a rescisão indireta do seu contrato, o que significa que este contrato termina como se houvesse havido a demissão da PcD sem justa causa. Porém, isto só pode ocorrer se a empresa contratar outra PcD - não necessariamente para o mesmo cargo, mas a empresa não pode ficar sem a porcentagem correta da “cota”. Portanto, é importante que se diferencie entre o poder de direção do chefe/gestor e o assédio moral, que é vedado pelos motivos expostos. O ideal seria buscar a ajuda de advogado da área trabalhista, para que este consiga verificar a situação em um contexto geral, resguardando os direitos da PcD e não permitindo que o assédio moral ocasione danos ou traumas psíquicos.

 

Para melhorar ainda mais a situação tanto da empresa quanto de PcDs, seria bem interessante que chefe/gestor e funcionários trabalhassem em equipe com PcDs, e que não houvessem assédios.

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